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Conto - A história de Júlia - Parte 4

Antes de começar, leia a terceira parte aqui.

Só se passavam duas coisas em sua mente: término de um namoro que ia bem e exposição que deixaria seus pais envergonhados a ponto de terem que se mudar daquele luxuoso condomínio de casas.
Seus pais gritavam, seu namorado com vergonha de assumir que namora uma pervertida, vira as costas, risadas de deboche por parte da vizinhança, polícia e bombeiros na porta de sua casa, muitas coisas criadas em um milésimo de segundo. De repente o toque da mão de sua amiga no ombro a faz voltar a si:
- July! Tá tudo bem?
- ...
- Eu sei que você tá morrendo de vergonha e eu peço desculpas por isso, mas eu fiquei preocupada, eu vi que o seu carro estava na porta da garagem e quando eu toquei a campainha percebi que a porta da frente estava entre aberta. Achei que tivesse acontecido alguma coisa!
- Tudo bem Rafa, agora não espalha pra ninguém, tá? Que vergonha...
- Claro que não! Mas eu quero uma explicação.
- Resumidamente, o Douglas me levou pra um motel e ele me amarrou, gostei e fiquei com vontade de fazer de novo, como ele foi viajar, resolvi fazer sozinha.
- Acho que entendi, mas da próxima vez, não fica tão ansiosa a ponto de esquecer a porta de casa aberta.
- Pode deixar.

Um silêncio toma o quarto, mas obviamente Rafaela que fala pelos cotovelos, quebra o silêncio e logo diz:
- Eu acho meio cafona vestir uma calcinha de ficar em casa para ficar amarrada desse jeito... só acho...
- Vai se fuder, amiga...

As duas riem.

- O que você sente quando fica assim?
- Eu sei lá, parece que eu me liberto, todas as preocupações somem, eu não tenho mais responsabilidades, fico mais relaxada e só me concentro em transar e deixar meu corpo disponível pro Douglas, mesmo que eu não goze em seguida, sei que quando acontecer, vai ser a melhor coisa do mundo.
- Uau, eu não sei como você consegue relaxar nessa situação, eu acho que surtaria de ficar presa assim. Mas parece ser algo interessante de se fazer. E o que o Douglas faz com você quando você fica amarrada?
- Por enquanto a gente só transou, uns tapinhas e outros, ele também tá se descobrindo, acho que ele tende para o lado de dominação.
- Tipo dar tapa, beliscar os seus seios, oferecer o pé para ser beijado, etc?
- Isso, tipo isso... o que você tá fazendo?
De repente Júlia sente que algo está tocando seus lábios de leve.
- Eu quero ver como é... beija, eu quero ver você beijando meu scarpin vermelho...
- Para com isso! Não tem graça!
- Você tem razão, então dá um sorriso pra foto!
Click!
- Ah você não fez isso! Fez?
- Fiz e estou fazendo ainda!
Click! Click! Click! Click! Click!
Praticamente um ensaio fotográfico para um editorial de moda foi feito naquele quarto.
Então Rafaela tira uma das fitas que estava tapando o olho direito de Júlia:
- Gostou das fotos? - Rafaela mostra todas as fotos.
- Para! Eu não gosto disso!
- Gosta sim, vai ter que gostar, porque se não colaborar, acho que na segunda-feira algumas pessoas da faculdade vão saber do seu lado vagabunda de ser...
- ...
- Vai colaborar?
- Vagabunda, eu confiava tanto em você!!
- Pode continuar confiando, só preciso que seja minha escravinha e seu segredo vai ficar comigo.
- Que raiva de você! Mas já vou avisando que eu não sou lésbica, não vou te beijar e nem transar com você!
- Eu também não quero que você me beije e nem nada do tipo, eu quero que você seja meu brinquedo! Aceita ou não? Eu quero ouvir você falando!
- Aceito...
- "Aceito" o que piranha? Isso é jeito de falar comigo?
- Mas eu não fui mal educada!
- Claro que foi, você tem que se dirigir a mim como sua rainha!
Seguidamente um tapa é desferido por Rafaela:
- Responde direito agora, putinha.
Com voz de choro, Júlia responde:
- Aceito, minha rainha...
- Muito bem, como eu te disse, odiei sua roupa. Vou para minha casa pegar umas coisas e já venho. Para garantir, vou te amarrar melhor.

Júlia é então é amarrada com mais lacres e seus braços são conectados ao corrimão da escada.

- Já venho putinha, fica quietinha!

Passam-se aproximadamente meia hora, a porta abre e Júlia ouve novamente barulhos de salto, mas desta vez um som um pouco mais grave. As fitas são retiradas de seus olhos e ao olhar com a visão um pouco embaçada, Júlia vê sua amiga vestindo uma jaqueta de couro preta, mini saia de couro, um colar prata, brincos grandes e pesados prata e botas de bico fino over the knee de couro. Rafaela com uma faca, corta o lacre que mantinha Júlia encostada ao corrimão, ao ser solta, cai de bruços no chão e Rafaela oferece a bota para que seja beijada.

- Você vai beijar até eu achar que é o suficiente, ouviu bem?
- Sim minha rainha...

Júlia começa a beijar as botas, no começo acha tudo muito estranho, mas começa a relaxar e sem pensar, começa a lamber deixando o couro fosco, totalmente brilhantes. Seu sexo começa a se encher de suco de prazer e começa a perder o controle de si.

Ali já não existe mais um ser humano, apenas um animal, procurando saciar sua vontade pelo sexo.

Larissa coloca seu par de luvas de couro e com um sorriso diz:
A noite só está começando... "Amiga"...



Comentários

  1. adorei o blog vou ler com calma os contos
    quem sabe enviar uns contos que eu mesma escrever

    bjo sissy

    ResponderExcluir
  2. Certo! depois deixe sua opinião aqui!
    Pode enviar com certeza, vou adorar sua colaboração!

    bjos!

    ResponderExcluir
  3. Adorei ,espero que tenha continuação

    ResponderExcluir

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