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Reencontro - Parte 2

Mais uma parte do conto "Reencontro"!

Se você não leu a parte 1, acesse este link e volte aqui para continuar:
Reencontro - Parte 1

Edgard nunca teve a oportunidade nem a coragem de deixar Natália sair em público. Nenhuma ex-namorada, amizade ou familiar jamais teve acesso à Natália. Este feriado era o momento certo para deixar Natália tomar as ruas, pelo menos por alguns minutos. Seu plano não era simplesmente sair vestida assim; ele queria fazer valer o momento. No dia anterior, foi até a praça no centro do bairro e escondeu uma chave em um dos bancos, colando-a na parte de baixo com fita adesiva. Essa chave era de um cadeado que trancava uma mala de viagem, e dentro dessa mala havia um molho de chaves que abriam todos os outros cadeados que possuía.


Com a madrugada chegando, Natália então iniciou os preparativos finais. Primeiro, colocou em seus tornozelos tornozeleiras de couro que travavam os scarpins em seus pés; neste dispositivo, ela usou dois cadeados em cada pé, evitando que pudesse retirar os sapatos. Depois, lubrificou-se bem e inseriu um plug médio de metal. A sensação de ser preenchida por esse brinquedo era incrível, fazendo com que quase tivesse um orgasmo repentino.

Após se recompor do impacto que o plug causou, era hora de colocar o cinto de castidade no pênis. Ali, ela trancou o dispositivo com mais um cadeado, cuja chave também estava dentro da mala. Para finalizar, colocou uma ballgag que tinha um fecho com espaço para um cadeado; trancou a ballgag e, por cima, colocou uma máscara preta, daquelas usadas na época da pandemia.

Então, pegou um sobretudo marrom escuro com capuz, apanhou as chaves de casa e partiu para sua aventura nas ruas.

Ao sair, manteve as luzes do quintal apagadas. Começou a caminhar e percebeu que o barulho dos cadeados nos tornozelos era muito alto, mas não havia mais como retirar; tinha que prosseguir.

Ao chegar próximo ao portão, notou que havia alguns vizinhos em casa. O medo a dominou, e Natália retornou para dentro, esperando mais alguns minutos. Fez isso mais duas vezes, até que, na última vez, percebeu que as luzes de uma das casas se apagaram e avistou os vizinhos saindo com o carro cheio, suspeitando que estavam indo viajar.

Finalmente, tomou coragem, destrancou a porta da frente e saiu. A sensação de nervosismo era muito forte, mas, aos poucos, foi se acalmando e curtindo o momento. Começou a apreciar o som do salto alto, os cadeados, a pressão do plug enquanto caminhava, o aperto do corset e a textura das meias 7/8. Entrou na área da praça, foi até o banco e finalmente alcançou a chave. Aliviada, respirou fundo e se levantou para voltar, mas avistou um grupo de garotos rindo e falando alto, andando em torno da praça. A reação de Natália foi se sentar imediatamente e abaixar um pouco a cabeça para se esconder na escuridão daquele lugar; seu coração quase saiu pela boca, mas logo os garotos já estavam longe.

Mais calma, Natália verificou os arredores e partiu para casa com passos acelerados, o máximo que podia com aqueles saltos altíssimos. Ao dobrar a esquina de casa, assustou-se ao ver um casal de vizinhos descendo de um táxi. Recuou um pouco e esperou que eles entrassem, porém, o taxista andou alguns metros adiante, parou o carro e acendeu um cigarro.

Natália se desesperou, pensou um pouco e teve a ideia de dar a volta no quarteirão para evitar passar pelo taxista. A caminhada intensa em cima dos saltos altíssimos fez com que sentisse um pouco de calor, e ela abriu o sobretudo, segurando com os braços para não se abrir muito, apenas o suficiente para deixar entrar um pouco de ar fresco.

Na metade do caminho, já se sentia muito mais calma. Ela então se aproximou de uma casa especial, a casa onde sua amiga Suellen morava. Hoje, apenas seus pais residiam lá, já que Suellen se mudara muito jovem para o interior e, em seguida, para Brasília. Edgard ainda tinha certo contato com Suellen, mas nada muito intenso; ele se sentia muito atraído por Suellen entre a oitava série e o final do colégio.

Ao se aproximar da casa, muitas lembranças vieram à mente, e começou a caminhar, quando, de repente, uma pessoa saiu de dentro da casa rapidamente, carregando dois sacos de lixo. Essa pessoa trombou com Natália, fazendo com que ela caísse para trás, com certa facilidade, pois era muito difícil se equilibrar sobre os saltos.

A rua estava bem escura, então uma voz feminina disse:

— Moça! Desculpa, você tá bem? Eu saí para colocar o lixo pra fora e estava bem distraída; não imaginei que haveria alguém andando aqui, ainda mais a essa hora. Deixa eu te ajudar.

Natália, por um momento, esqueceu a forma como estava vestida e, com o impacto, a máscara se soltou de uma de suas orelhas. Ela então tentou falar e se lembrou da mordaça, fazendo com que reposicionasse a máscara imediatamente.

Nesse momento, Suellen disse:

— Edgard?

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