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Reencontro - Parte 3
Suellen, ainda tentando processar tudo, perguntou com curiosidade: “Isso é tipo aquelas coisas que usavam antigamente, quando os homens se ausentavam por longos períodos e queriam garantir que as mulheres não fizessem nada?”
Natália respondeu: “É mais ou menos isso. A ideia central de impedir alguém de transar ou ter orgasmos é a mesma. No meu caso, isso está ligado à submissão e ao controle que uma pessoa dominante exerce sobre mim. Eu me sinto limitada, presa ao dispositivo, e só consigo ter prazer de outra forma, que é o prazer anal.”
Suellen, um pouco desconcertada, ficou em silêncio por alguns instantes. Finalmente, disse: “Desculpa, eu sei que estou tentando entender tudo da melhor forma, mas ainda é um pouco estranho para mim. Eu sempre me relacionei sexualmente de uma forma... normal.”
Natália sorriu compreensivamente e a interrompeu: “Ah, você quer dizer que só teve relações baunilha.”
“Uau,” disse Suellen, rindo. “Então tem até um nome para isso? Mas sim, sempre tive relações baunilha. Já usei óleo de massagem, uma venda nos olhos, e um ex-namorado me deu um conjunto de lingerie de renda preta, que eu uso até hoje no dia a dia. Mas nunca apimentei o sexo de verdade e, sinceramente, nunca tive contato com esse tipo de coisa. O máximo que vi foi em séries e filmes, onde personagens como você são mostrados como... sei lá... desequilibrados. Mas não é o seu caso, te conheço desde a adolescência. Você sempre teve amigos, uma boa família, boas notas, bons relacionamentos...”
“Eu sei,” disse Natália. “E agradeço de verdade por ser tão aberta e tentar entender, mesmo sem ter experiência nisso.”
Suellen riu novamente, mas com uma expressão pensativa. “Confesso que ainda é estranho te tratar como mulher. Eu fico tentando abstrair que estou falando com a 'irmã' do Edgard.” Ela riu de novo, levemente desconcertada. “Mas eu vou chegar lá, prometo!”
“Obrigada,” respondeu Natália com um sorriso caloroso. “Mas não precisa ter pressa. Só de você abrir a mente e tentar entender essa parte da minha vida, já é mais do que suficiente.”
A conversa continuou fluindo por mais algumas horas. Era quase três da manhã quando Suellen, bocejando, perguntou: “Você estará livre no sábado? Pensei que a gente poderia almoçar juntas e passar o resto da tarde fazendo qualquer coisa.”
Natália, animada com o convite, respondeu sem hesitar: “Sim, claro! Eu adoraria.”
“Então nos vemos amanhã,” disse Suellen, pegando as chaves do carro.
“Tá bom, cuidado na volta, viu? Me manda uma mensagem quando chegar em casa, só pra eu saber que deu tudo certo,” disse Natália, preocupada.
“Pode deixar, eu te aviso,” respondeu Suellen.
Ela entrou no carro e partiu para casa. Assim que chegou, mandou uma mensagem para Natália: Cheguei bem. Foi ótimo passar esse tempo com você.
Natália suspirou aliviada ao ler a mensagem, mas logo o alívio se transformou em um crescente desejo. A noite tinha sido intensa de várias maneiras, e agora, sozinha, ela sentia a excitação que havia mantido sob controle começar a dominá-la. Puxou suas cordas de bondage e começou a amarrar os tornozelos e joelhos. Em seguida, pegou seu vibrador de controle remoto e o prendeu em volta do cinto de castidade, aumentando a tensão do momento. Com a mordaça firmemente entre os lábios e os braços algemados atrás das costas, ela se deitou no chão, pronta para se entregar ao prazer que havia sido contido por tanto tempo.
As chaves das algemas estavam ao alcance, caso precisasse se libertar. Ela ligou o vibrador e, com os olhos fechados, começou a reviver as sensações da noite: o ar frio que passava por baixo do sobretudo, os saltos altos que deixavam cada passo desafiador, o plug anal, a saliva escorrendo pela mordaça, o cinto de castidade que a impedia de qualquer liberação imediata. Tudo isso combinava perfeitamente, levando seu corpo a um estado de êxtase.
O orgasmo veio com força. Natália estremeceu enquanto seu corpo se entregava ao prazer, e o chão logo estava marcado pelo fruto de seu desejo. Cansada, ela lentamente adormeceu, e o último pensamento que passou por sua mente antes de sucumbir ao sono foi o rosto de Suellen.

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